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Quem somos?

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Somos uma associação de Freguesias das quais fazem parte, União das Freguesias de Cepões, Meijinhos e  Melcões,  Freguesia de Britiande, Freguesia de Ferreirim, União das Freguesias de Parada do Bispo e Valdigem, Freguesia de Lamego, Freguesia de Lalim, Freguesia de Lazarim, Freguesia de Figueira e Freguesia de Várzea.

Esta Associação tem como objectivo de concretizar iniciativas de relevo no âmbito das atribuições e competências próprias das freguesias associadas, iniciativas essas que passam pela promoção de estudos, elaboração e gestão de projectos e planos comuns no domínio das suas competências, com vista à melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes.

Dentro dessas competências e tendo em conta a melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes e dos potenciais visitantes, este Site vai tentar divulgar da melhor forma possível a oferta que as Freguesias desta Associação têm na área do Turismo Ambiental e Rural.

 

Parada do Bispo/Valdigem

Esta “Terra” que é agora uma parte integrante da Freguesia de Valdigem merece da minha parte a minha próxima visita, Parada do Bispo tem uma vasta História tal como as Freguesias que visitei anteriormente.

Parada do Bispo nem sempre teve esse nome, mas esteve sempre ligada ao “Castro” de S. Domingos, Parada do Bispo precede em muito à Nacionalidade e até à Romanização, prova disso era o seu nome anterior, “Bacalusti”, nome em Latim para o que hoje chamamos Bagauste, podemos daí retirar a elação que a esse tempo Parada do Bispo já existia e que tinha alguma importância, quer Religiosa, quer económica.

De acordo com o que a história nos conta sabe-se que Parada do Bispo foi “Villa” e pertenceu a Da. Munia Dias, que foi herdada de seus País os “Condes” D. Diago Fernandes e Da. Oneca.

A sua importância Religiosa já remonta a mais de um Milénio, essa ainda hoje é bem notória, não há ano em que muitos milhares de Crentes não cumpram a sua promessa à Stª. Eufémia, também a ida em Peregrinação ao Santuário para “pagamento” de promessas vem desde tempos imemoriais.

A altura em que Parada do Bispo assim começou a ser chamada data do século XVI, em honra ao Bispo D. Mendo a quem esta foi doada por data da nossa Nacionalidade por D Afonso Henriques. Parada do Bispo foi em tempos Vila e Concelho, com tudo o que isso trazia de importante não só de valor económico para as suas “Gentes” mas também de responsabilidade a esse tempo. Parada do Bispo a essa altura tinha Pelourinho, Juiz ordinário, funcionários de Justiça, vereação, não menos importante e que me saltou à vista foi a essa altura Parada do Bispo, tinha Almotaceis e Repartidores de Águas, muito mais haverá de certeza para escrever sobre Parada do Bispo, uma coisa é certa e depois de ter conversado com alguns dos residentes o que mais se nota é o facto de se sentirem sós, “os novos foram e nós vamos desaparecendo”…

Espero que este “boom” Turístico, venha não só trazer Turistas mas também residentes que encontrem aqui um Futuro sólido, se assim acontecer toda a Gente fica a ganhar e este Património que agora é Mundial, vai fazer muito mais sentido. Foi mais um Lugar que só conhecia de Nome, aqui tão perto, mas que tal como todos os que visitei até aqui, vale muito a pena visitar…

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Freguesia de Valdigem

 

Como tem sido até aqui vou geograficamente até à Freguesia mais próxima, assim aconteceu sempre, agora também, Valdigem é a Freguesia mais próxima e tem tanto que se lhe possa acrescentar.

Sabendo agora eu que esta “Terra”, está tão interligada à nossa Nacionalidade como a Freguesia anterior, Figueira, dou conta que se há o que as separe, há muito mais que as une, Valdigem tem um passado muito parecido ao da Freguesia de Figueira, existem documentos que a remontam a tempos anteriores à Romanização, sabe-se que o seu nome deriva de um nome Visigodo que transformado na altura em Latim se tornou “Baldoigius”, li também que o “Castro” de S. Domingos era um um “Marco” importante a essa altura no que é agora a Freguesia de Valdigem, isso por si só já põe esta Freguesia em tempos muito anteriores à Nacionalidade, mas nem só do seu início vos quero escrever, a sua importância aumentou com o tempo, exemplo disso é que a certa atura da nossa História D. Afonso IV concedeu a Lamego “Carta”, para Valdigem possuir a jurisdição Crime, embora por muito pouco tempo a essa altura.

Valdigem a essa altura fez parte de tanta história que me é difícil tentar escrever alguns “rascunhos”, lendo e tentando entender a História desta Freguesia mais parece que fez parte de uma espécie de “novela”, com muitos interesses e intervenientes, sendo assim só posso tirar uma elação, Valdigem foi de facto muito importante nesses tempos, como ainda o é hoje. Religiosamente também esta Freguesia precede a Nacionalidade, datam do século VI documentos que já mostravam esta Freguesia tinha forte vínculo à Igreja, não quer isto dizer que esta relação não possa ser ainda anterior.

Em 1514 D. Manuel I deu novo Foral a Valdigem, doação essa que de certeza fez com que a essa altura Valdigem possuíu Cadeia, Casa de Câmara e Pelourinho, com o passar do tempo e chegando ao século XIX, Valdigem possuía cinco Capelas Particulares que são bem prova da sua Importância a essa altura, possuía também a Nossa Senhora da Ermida, templo este que era Publico e com Irmandade

Outras das marcas de facto importantes nesta Freguesia e que estão classificadas como Imóveis de interesse Público são os Marcos Graníticos que serviram em 1757 para ajudar a demarcar o que é hoje a região vinícola mais antiga do Mundo, estes Marcos são a prova material de ajuda a que esta região tenha sido conotada como, “Património Imaterial da Humanidade”, pela UNESCO.

Se eu pudesse conotar esta Freguesia em importância para a região Duriense, dizia sem a menor sombra de dúvida, VALDIGEM É NÃO MENOS QUE OURO PARA O DOURO…

Mas se o passado é de relevância acima do normal, também o futuro se avizinha de coisas muito boas, espero que tão boas como o Vinho que aí se produz, espero fortemente que quem possa dinamize essa Freguesia, ela e todos, não só os que a visitam mas principalmente os que dela vivem…

Vou agora deixar uma pequeno registo fotográfico, que não é de todo o mais importante, importante é visitar, deixar quem vier levar-se por todo este Sudeste de Lamego, que tanto se pode estar a 750 metros de altitude, como em meia hora se pode estar à beira da Estrada mais Linda do Mundo, tenho um enorme prazer de fazer parte deste “Cantinho” que é único no Mundo, mas que deve ser do Mundo e não só nosso…

A oferta de Turismo Rural nesta Freguesia já é de se notar, a oferta é óptima a preços muito convidativos, exemplo disso é a “Quinta das Brolhas” ou, algumas outras que se encontram em oferta em vários sites, nesta zona há de certeza muito onde ficar, com grande qualidade e a preços que por vezes são de aproveitar…

Se alguma vez alguém disse que, “Valdige foi Terra que Deus não quije”, só a tenho a dizer que esse alguém nunca esteve cá, haverá muito poucas “Terras com a Beleza, história e vontade de receber como esta, eu adorei não só ter escrito, mas ter tido o prazer de a fotografar, espero que esteja do gosto de todas/os que visitam esta página…

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Freguesia de Figueira

 

Como tenho vindo a escrever até aqui, o que me suscita mais interesse seja em que Freguesia for é o seu conteúdo Histórico, Figueira neste sentido tem muito que se lhe acrescente, podem ter isso por certo.

A origem desta Freguesia data desde o início da Nacionalidade no Livro das doações de Salzedas, este menciona o seguinte, “com autorização d`EL Rei D. Afonso Henriques, (Pedro Viegas) vendeu a D. Teresa Afonso, esposa de D. Egas Moniz tudo o que tinha em Lamego”, estando Figueira incluída, quer isto dizer que ao tempo do início da Nacionalidade, não só Figueira já existia, como era de importância notada, assim como todas as Freguesias que se lhe são vizinhas.

Mas não só deste tipo de valor podemos falar de Figueira, durante a nossa História e devido à sua importante localização geográfica e Religiosa, mais do que um Rei pernoitou lá, D. Afonso Henriques primeiro e D. João II depois dele,  ao escrever pergunto-me se terá sido pelo vinho, ou pela qualidade única do seu Azeite, parece-me que foi por estes e mais uma serie de factores, Figueira tem uma vista que é única no Mundo e aquela altura devia ser ainda mais deslumbrante, também as suas “Gentes” devem ter contribuído em grande parte para que esta Freguesia fosse tão importante naquela altura como ainda o é hoje. Figueira é Terra de muito boa Gente,assim foi no passado, como ainda é agora e assim vai ser no futuro, quem visitar esta Freguesia não vai só ao encontro de Fotografia, vai dar de “caras” com Povo simples e trabalhador, mas de uma boa vontade que é quase irrepreensível, Figueira não é só Vinhas, Olival e Paisagem, Figueira é pelo que vi a génese de Portugal.

Estar aqui a escrever sobre esta Freguesia é como voltar ao que fomos,à coragem de quem teve a vontade e a coragem de ajudar a fazer PORTUGAL, esta Freguesia é tão Património Mundial, quanto o DOURO É…

Gostei muito de ter podido ter escrito sobre esta Freguesia, mas sabendo que só raspei a superfície, cabe a todos e qualquer um, visitar e querer saber mais, à muito por onde acreditem…

Deixo um álbum de fotos que talvez vos possa fazer vir até aqui, em plena consciência afirmo que são vós quem ganha, esta Freguesia é deslumbrante.

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Depois de lá ter saído senti que esta Freguesia é a todos os níveis muito importante para o nosso Concelho.

Dou como conselho a quem queira visitar Figueira a “Casa do Moinho”, para permanecer  no “Coração” desta  belíssima região…

Valdigem até já…

Freguesia de Ferreirim

 

Depois de ter escrito sobre Britiande decidi “descer” até Ferreirim, sabendo da sua importância no Concelho de Lamego quis saber mais, há muito mais para escrever.

Ferreirim é muito mais do que até eu imaginava, fazem parte desta Freguesia lugares tão importantes como a Senhora da Guia, Monumento Religioso de grande peregrinação, quer a nível local, quer Nacional, também a Ponte das tábuas denota bem a importância desta Freguesia, esta faz “fronteira” direta com o Concelho de Tarouca, mas vou escrever sobre ao que realmente me proponho, Turismo, História, no fundo escrever para dar a mostrar a “Riqueza” desta Freguesia.

Como não podia deixar de ser tentei descobrir a Fundação desta Freguesia, esta como tantas outras ao pé, antecede em muito a Nacionalidade, Ferreirim aparece como lugar com importância a partir do século XIII, tendo como prova disso o início da construção da Torre nessa data, mandada fazer pelo Fidalgo Gonçalo Viegas, genro de D Egas Moniz, Torre essa que faz agora parte do famoso Convento Franciscano que ali podemos ter o prazer de visitar.

O Convento em si sofreu várias alterações durante os Séculos e foi ganhando cada vez mais importância, quer a nível Religioso, social e económico, este belíssimo Convento Franciscano está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1944, a quem me ler digo merece mesmo uma visita.

Merecem também ser visitados todos os lugares de grande beleza e história espalhados pela Freguesia, seja as Igrejas, os Fontanários e os vários Cruzeiros que esta Freguesia ter pelas suas Terras “espalhadas”, é só preciso encontrá-las, vai valer a pena, não deixando de parte que Ferreirim é uma das Freguesias com mais Infraestruturas Sociais não contando com Lamego como é óbvio, visitei o Centro Recreativo de Ferreirim do qual fazem parte as suas piscinas, bar e espaços de lazer, que denotam bem a qualidade de vida das “gentes” desta Freguesia e a todos os que a possam escolher para viver e não só visitar.

No sentido do que tenho escrito até aqui em todos os post que faço, uma imagem vale sempre mais que mil palavras e eu vou tentar mostrar da melhor maneira que me seja possível, tudo o que esta Freguesia pode oferecer, não só a quem a visita, mas também aos seus Munícipes, espero que seja do agrado de todos da mesma maneira que foi um gosto para mim.

Quero deixar aqui um apontamento, o agradecimento pela cortesia do “Ferreirim o Nosso Cantinho“, que é sem duvida uma página a seguir, não só pelo residentes mas por todos que tenham em conta a beleza desta Freguesia.

As fotos que aqui vos deixo são só uma pequena “amostra” do potencial Turístico desta que é sem a menor duvida uma, “Pérola”,  dentro das Freguesias da Associação de Freguesias do Sudeste.

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Próxima paragem, Freguesia de FIGUEIRA…

 

 

 

 

 

Freguesia de Britiande

 

A descida de Melcões “precipitou-me” até Britiande, freguesia que vou tentar dar a conhecer um pouco mais, a descida não é vertiginosa, mas a diferença é acentuada, a cada KM a descer, sobe tremendamente a quantidade de Gente, de infraestruturas, no fundo é isto, quanto mais próximo de Britiande, mais cosmopolita é o espaço.

Não que a sua História seja menos importante que as demais, antes pelo contrário, aqui nasceu “O Aio”, termo usado naquela altura para quem educava, este, educou o nosso primeiro REI, D Afonso Henriques, tendo em conta a importância dos “Aios” nessa altura, D Egas Moniz pode muito bem ter sido uma das “Figuras” mais importantes a quem devemos a Nacionalidade.

Mas Britiande precede em muito o tempo de Egas Moniz, tal como algumas das Freguesias que já visitei. Britiande já existia desde os tempos das tribos Pré-Celta e Celtibéricas, também na Idade Média, Britiande foi importante quer na sua posição geográfica entre “Lamego e Tarouca” quer na importância obtida pela bravura das suas gentes. Britiande foi em tempos uma Vila com Câmara Própria, Pelourinho, Cadeia, uma importante Rua de Comércio e como é óbvio a sua Igreja Matriz.

Embora a esta altura e observando Britiande como eu ainda hoje, posso dizer que parte de tudo isso se manteve, outra parte evoluiu como se de uma passagem obrigatória se trata-se e ainda evolui. Britiande é sem a menor das dúvidas uma espécie de lugar onde tudo está perto, mas que a sua História também.

Quem tiver vontade de conhecer esta Freguesia vai ter de dar conta de que não só de História se faz esta TERRA, também de boa comida e bebida se faz Britiande e exemplo disso são os “Manjares” que por ali abundam, será sempre tentador provar o Leitão, ou o Cordeiro, assados em forno de lenha, também o bacalhau feito lá sabe de maneira diferente do que em qualquer sítio que se visite.

Tendo em conta o que visitei, o que já conhecia, Britiande está por um lado reconhecida pela sua História, mas também pela capacidade das suas gentes em evoluir, se por um lado pensamos que estamos numa “Aldeia”, rápido se dá conta que já não existe quase diferença entre a Cidade em si e esta Freguesia.

Vou tentar deixar aqui alguma espécie de registo daquilo que escrevi, vou tentar mostrar exemplos do que era, do que é, e ainda mais importante, para onde pode caminhar, gostei muito de ter podido ter conhecido melhor esta Terra, que está mesmo aqui ao lado e não deve ser subestimada por quem visita esta nossa zona.

Não posso deixar uma outra vertente que nesta Freguesia já se faz notar, o Eno Turismo. Foi com grande prazer que me apercebi que aqui em Britiande há um espaço que é digno de visita neste sentido, a Casa de S. António (Eno Turismo)  é de uma beleza tal, que quem só passar não se vai dar conta, mesmo quem vive muito perto, pode não dar conta, mas este espaço deve ser de visita obrigatória, quer de quem vem, quer de quem seja residente ao pé…

Posso quase afirmar que Britiande vai continuar a evoluir no bom sentido, tem tudo a seu favor e conta com a sua visita, não vão sair defraudados, acreditem vai valer a pena…

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Melcões

Melcões Freguesia extinta em 2013, faz agora parte da União de Freguesias de Cepões, Meijinhos e Melcões, ainda assim e desde que comecei a escrever sobre esta Aldeia, comecei a dar conta da sua importância em tempos longínquos, não só na defesa de todo este território que lhe é vizinho, como a Ela mesma, por ser um local estratégico para quem tinha intenção de invadir, os Visigodos são o Povo que o tentaram mais vezes.

Melcões ou “MELCONIS”(derivado do Grego), foi uma das primeiras Vilas do Concelho de Lamego e se duvidas houvesse das constantes do quantas vezes foi tentada tomar, por vários Povos, os Monumentos Megalíticos que existem no “Talefe”, são prova de que tal aconteceu de facto, mas nem só de Guerra e tentativas de toma se fez Melcões, esta Aldeia ainda se faz.

Se falar de Monumentos a visitar sem duvida que a Igreja Matriz é o melhor exemplo de atracão desta Aldeia, Igreja essa que tem como Santo Padroeiro S. Silvestre, também e como em todas as Aldeias por mim visitadas até agora esta tem uma Fonte, mas neste caso não é em si a Fonte o motivo de interesse, mas sim a sua água, água essa que se diz a melhor do Concelho há já muitos Séculos.

No que diz respeito ao que seja Turismo de Paisagem quem visitar esta Aldeia, como qualquer outra das quais tenho escrito não vai de certeza ficar desiludido, a nível de Paisagem e de foto de componente etnográfica a visita a Melcões não vai desapontar.

Vou deixar uma pequena mostra do que aqui pode encontrar, alguns espaços quase intocados que valem a pena, muito a pena visitar.

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Galvã, Freguesia de Cepões

 

Ainda que fazendo parte da Freguesia de Cepões, a Galvã deve merece ser alvo de visita para quem estiver a querer conhecer estas Freguesias do Sudeste, que vos estou a tentar dar a conhecer um bocadinho melhor, nesta “terra” de fruticultura há bem mais para ver e para descobrir, para além do que de agricultura tenha a mostrar.

A Galvã está a tentar caminhar em direção ao futuro sem perder as suas raízes, muito tem sido feito ali, não só na tentativa de fixação das suas gentes, mas também na melhoria da qualidade de vida dos que lá habitam. Quando comecei a fotografar dei conta que os pormenores eram tão, ou ainda mais importantes do que a “vista” em geral.

Pensando geograficamente e tendo em conta as Freguesias que já visitei, a Galvã está na posição central entre, a Cidade e todo o resto que já vos dei a conhecer, ou a relembrar.

Se logo ao lado tem Melcões, Freguesia de que irei falar a seguir, pelo outro lado tem Britiande, Freguesia que já se mistura em grande parte com a Cidade de Lamego em si, assim sendo penso que uma das mais valências da Galvã é precisamente essa, ora não está perto, nem demasiado longe da Cidade de Lamego.

Monumentalmente tenho que referir  que a Capela de Santa Susana será por certo, o Monumento mais visível desta povoação, mas há mais que visitar, alguns cantos e recantos que entre um caminho e outro, nos levam não só às Freguesias vizinhas, mas que nos mostram também a importância geográfica desta Terra, para exemplo do que escrevi fica aqui um registo fotográfico com o que foi, do que é, mas também do que pode vir a ser em todos os aspectos.

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Espero que esteja do agrado de quem me lê…

 

 

Freguesia de Cepões

 

Depois de me “deleitar” com tudo o que Mazes  e a sua Anta me ofereceram, voltei pelo mesmo caminho que me levou lá, quando cheguei a Lalim reparei no que já tantas vezes tinha visto, uma placa indicativa a dizer Galvã, subi até lá. Sabendo eu que Galvã e Cepões são a mesma Freguesia e pensando sobre qual deveria escrever primeiro, já estava  no SR. Zé, a beber uma mini bem merecida, decidi então começar por Cepões.

A primeira impressão que tive, foi que se me virasse para um lado estava em Lamego, mas por outro lado sente-se que quem é de Cepões preza a sua espécie “Salutar” de interioridade, se existe ali uma Freguesia cheia de história, há também um outro lado que já se confunde com a vivência da Cidade, dei conta disso.

A Freguesia de Cepões tem duas vertentes e ambas muito válidas, se por um lado é uma das Freguesias da Associação que mais produz em termos agrícolas, nomeadamente em frutos de Pomar, como maçãs e pêras, mas também em vinho e leguminosas esta freguesia  tem grande produção, mas não é por isso que escrevo, escrevo para tentar dar a conhecer a quem me lê, há quanto tempo existe Cepões? Porquê é que Cepões tem o nome que tem?  Por fim e não menos importante, para onde caminha esta Freguesia já meio incluída na Cidade.

Vou tentar começar pelo início, início esse que até a mim deixou pensativo, Cepões precede em muito a Nacionalidade, esta Freguesia já em tempos dos Romanos tinha o nome de “Seponis“, nome este atribuído pelo que consta no que li, devido ao tamanho dos cepos que a essa altura já aí existiam em abundância e que estão bem demarcados no seu Brasão. A primeira nota histórica Nacional sobre Cepões é bem notória da sua importância a essa altura, foi o próprio EGAS MONIZ, que a doou a uma Família residente em Cepões (doação documentada), que data do Século XXII.

São também de grande relevância histórica não só a IRMANDADE de NOSSA SENHORA do ROSÁRIO, como também a INSTITUIÇÃO do MORGADO, instituição essa que vingou durante a maior parte da nossa Nacionalidade. Monumentalmente para além de toda a paisagem de que se pode usufruir, da mistura quase única entre o Urbano e o Rural, tem também esta Freguesia uma Igreja Matriz com história de muitos séculos e outros monumentos que vos mostro agora da melhor maneira que consigo.

Sei uma realidade, aos munícipes com poder de escolha Cepões é uma otima solução para viver, é longe da confusão da Cidade e está mesmo ali tão perto, deixo o repto.

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Estas fotos são um exemplo em como nesta Freguesia se mistura tudo aquilo que escrevi, viver-se em Cepões é em certos aspectos uma melhoria da qualidade de Vida…

Daqui vou dar um salto a um lugar desta Freguesia que me suscita bastante interesse, a Galvã…

 

 

 

Mazes

Depois de publicar o post sobre Lazarim senti-me na obrigação de subir até Mazes, não sei bem como explicar o que ali se apresentava, pensei até eu daqui tão perto, que ali era o resto, pensei sempre que era “Terra” sem caminho, no fundo acabava tudo ali. Sei hoje o quanto errado estava, aquela Freguesia que não o é, é de facto o sentir a quanto podemos ir até ao nosso passado.

Nesta visita e sem perder, ou ganhar, alguma espécie de tempo dei conta de que não há tempo que lhe sirva, enquanto fui dei conta da interioridade, dei conta que até as comunicações são complexas ali, mas dei conta de GENTE que sabe que é mesmo assim, GENTE que mesmo ao pé se sente tão longe, mas que ainda assim só têm pena de não haver mais como eles. Senti o que toda a gente devia sentir ao estar num espaço destes, Liberdade, não existem palavras que o expliquem, nem fotos boas demais para se imaginar esse sentimento, tem mesmo de se visitar.

Quando cheguei a Mazes perguntei a mim mesmo, será só mais um espaço para quem goste de fotografia? Perguntei-me depois, será um espaço para quem goste de caminhadas? Ainda só me tinha começado a perguntar  quando dei por mim na “ANTA”, assim que olhei em redor dei conta que não é preciso ser grande fotografo, nem grande caminheiro, ainda menos um aficionado de “TT”, assim que me senti ali com todo o espaço e tempo ao meu dispor, dei conta que aquele sim, é um espaço Único onde a única coisa que se precisa é mesmo estar lá e sentir que todo resto é menos importante, subi e ao mesmo tempo retrocedi neste, posso afirmar que visitar esta “TERRA” é voltar às nossas Origens, no fundo visitar este espaço tão a Sudeste é quase como encontrar o nosso “NORTE”…

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Freguesia de Lazarim/Mazes

 

Depois de termos passado por Lalim o mais natural foi o que fizemos,  continuar a subir com o Rio Varosela e chegar até Lazarim.

Começamos por querer saber a sua Origem e ela é de facto o culminar do que tenho escrito e mostrado até aqui. Lazarim é provavelmente uma das mais antigas Freguesias do Sudeste de Lamego pensa-se ter sido fundada por voltas do ano de 775 por um Rei Mouro, ZadanAbenHuin, que também era Senhor de Lamego. Lazarim não é só uma das mais antigas, é também uma das maiores Freguesias em área no concelho de Lamego.

A quem tiver a ousadia de visitar esta Freguesia vai dar por si a cada passo a ser surpreendido pela História, não só pela sua Monumentalidade, mas também pela sua etnografia e costumes muito próprios, diferentes de Freguesias que lhe são muito vizinhas, exemplo disso é o seu Carnaval, que provavelmente é único no Mundo e tão apreciado por quem vem assistir ao mesmo todos os anos. Lazarim tem nos seus “genes”  um quê de paganismo que é bem notório nesta celebração do Carnaval.

Quem vier visitar Lazarim tem de ser capaz de recuar a um tempo em que esta Freguesia foi uma Vila Próspera e sede de Concelho durante sete séculos, tem de ter em conta que em certo tempo da nossa história a Vila de Lazarim tinha não só Câmara própria, com  Mordomo e vereação, como também possuía Tribunal.

Desde que comecei a escrever sobre as Freguesias do Sudeste de Lamego esta é a Freguesia que me suscitou mais interesse, ainda assim é com algum pesar que se nota aqui a desertificação mais intensamente, mas continuando com o que realmente interessa um dos espaços a salientar é sem duvida a sua Igreja Paroquial adornada com um fantástico tecto pintado e o Brasão da Família Vasconcelos de Alvarenga, Patronos desta Igreja. O próximo espaço que visitamos foi o Centro Interpretativo da Máscara Ibérica,  a surpresa foi maravilhosa, é sem duvida em espaço que toda a gente devia visitar, Turistas e Munícipes.

Depois do que já escrevi, tenho um conselho, venham e visitem esta Freguesia mais a sudeste, tem mesmo muitas razões para que os faça voltar, deixo algumas fotos que podem não ser muito, servem só como “aperitivo”, de quem tiver vontade de visitar esta Vila de outrora.

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